Contrariar a obesidade infantil

Primeiro passo: falar com o pediatra

Antes iniciar um regime de emagrecimento, deve-se consultar o pediatra. Cabe-lhe:
– Avaliar se existe alguma doença subjacente ao excesso de peso;
– Determinará a amplitude deste excesso de peso;
– Dar outros conselhos específicos para o caso cada caso em particular.
apesar de os pais evocarem sobretudo problemas hormonais como razão para o excesso de peso, a verdade é que estes são raros (só 5%), estando associados a outros sintomas identificáveis pelo médico.

Regras para combater a obesidade infantil 
Seguir os princípios para uma alimentação saudável:
– Beber água;
– Consumir alimentos de todos os grupos alimentares consoante as necessidades e de acordo com a pirâmide dos alimentos;
– beber leite e consumir os seus derivados nas quantidades adequadas para a idade;
– Limitar a dose lipídica (reduzindo os alimentos ricos em gordura, principalmente a saturada; quer tendo em consideração as regras de ouro da confecção saudável dos alimentos) (EP-153);
– Privilegiar os glícidos complexos (em vez dos glícidos simples ou açúcares e das gorduras): cereais, pão, farináceos em geral ;
– Assegurar um contributo proteico misto ? animal e vegetal;
– Comer vegetais e frutos frescos em abundância;
– Limitar a dose de alimentos ou bebidas doces, demasiado ricos em açúcares;
– Comer ao pequeno-almoço e ao lanche;
– Comer à mesa, lentamente, mastigando e ensalivando a comida;
– Aumentar a actividade física;
– Reduzir as horas passadas a ver televisão;
– Verificar regularmente o peso da criança para que se mantenha dentro dos valores desejáveis.

Emagrecer uma criança obesa antes dos 6 anos
Deve-se escolher criteriosamente os alimentos mais indicados para sua alimentação sem a preocupação excessiva de limitar as quantidades. Porquê?

Porque estas crianças geralmente comem poucos alimentos ricos em glícidos (pão, farináceos, fruta), mas abusam dos alimentos doces e gordos (óleos, fritos, batatas, doces, carnes gordas, etc). Assim, o mais importante é vigiar a ingestão desses alimentos.

A criança deverá comer pão, farináceos, legumes, leite, frutas, peixe, carne, ovos de acordo com a sua fome.
Os alimentos devem ser cozinhados com pouca gordura, evitando a de má qualidade.

Emagrecer uma criança obesa depois dos 6 anos
Se a criança se torna obesa depois dos 6 anos, é conveniente introduzir uma alimentação mais racional e aumentar a actividade física em vez de se optar por regimes demasiado austeros.

Ajuda da família
São diversos os alimentos que não devem existir em casa (doces, bebidas açucaradas, gorduras, etc.). Além disso, como para emagrecer, a criança tem estar motivada, é necessário encontrar um equilíbrio entre firmeza (ao introduzir o novo regime) e diálogo.

Quando recorrer ao psiquiatra
A alimentação poderá ser um método de aliviar a tensão, o tédio ou a falta de comunicação com família e/ou os colegas de escola e assim compensar o baixo rendimento escolar, etc..

Este assunto deverá ser debatido com o pediatra da criança. Ele saberá se vale a pena levar a criança ao psiquiatra, para efeitos de terapia familiar ou comportamental.

Há problemas ( HTA, a diabetes ou o colesterol) que raramente se manifestam nas crianças obesas. No entanto, muitas vezes estas sentem dificuldade em respirar, dores articulares (pés, joelhos e costas), etc..

Psicologicamente debilitada (pela discriminação, baixa auto-estima e dificuldade de socializar), a criança tenderá a movimentar-se menos e a engordar mais facilmente. Se engordar demais irá mexe-se menos e assim sucessivamente. A criança entra num perigoso círculo vicioso que deve ser interrompido.

O principal risco da obesidade é a sua persistência na idade adulta. 40% das crianças obesas aos 7 anos e 60% dos adolescentes obesos, também o serão no futuro. Aliás um dos factores críticos é a idade de ocorrência do “ressalto” de tecido adiposo assim como a permanência de obesidade na adolescência.

A obesidade prolonga-se mais frequentemente na idade adulta nos rapazes que na meninas, pelo que estes deverão ser alvo de especial atenção.
Além disso a presença de excesso de peso na adolescência eleva o risco de morte precoce de determinadas doenças na idade adulta (cancro, enfarte, AVC), mesmo que nessa altura o peso regresse ao normal.

Nas meninas com a puberdade, o ciclo praticamente começa do zero: uma rapariga obesa pode tornar-se normal e uma magra pode ficar obesa.